quinta-feira, 3 de julho de 2014

A vida e suas ideias estúpidas que levam a reflexões metafóricas.

É engraçado como a gente tem a ideia estúpida da vida, de quando crescermos tudo será melhor, que nossa vida será um maximo, como as dos filmes com um enredo fácil, em que a mocinha suburbana consegue o emprego dos sonhos em Nova York conhece, se apaixona e namora o cara mais gato que ela já conheceu na vida, verdadeiramente um conto de fadas moderno.
Acontece que a vida não é um lindo remake de cinderela. Por exemplo, eu. Eu sofro do mal da ilusão eterna de que minha vida será como um clássico filme hollywoodiano. E isso sempre acontece nos piores momentos, vamos fazer uma analise rápida do quão louca é minha mente, e olhe que eu não faço uso de nenhuma droga, a não ser que você considere doces como uma droga, e ai sim eu tenho um problema dos grandes. Mas, vamos lá, para a batalha final: imaginação x realidade.
Situação real:
Eu, num ônibus cheio, em pé, sendo empurrada, amassada e apertada.
Minha mente bitolada:
Eu, no ônibus, toda atrapalhada como sempre, com uma sacola do McDonalds, comendo um cheddar. Entra um cara lindo e charmoso, senta ao meu lado – vale ressaltar que, neste caso, pegamos o mesmo ônibus todo o dia, e quase todo dia sentamos “juntos” – eu estou atrasada para o trabalho, então tenho que comer no ônibus, ele trabalha no mesmo prédio que eu. Ele vira pra mim e do nada fala:
– Isso não é saudável você deveria almoçar. – ele diz com um ar debochado de conquistador barato e sorri um daqueles sorrisos que desarma qualquer um.
E então começamos um dialogo divertido que futuramente nos levara a um relacionamento amoroso e fim da historia.
Perceberam? É loucura. Isso por que vocês não sabem dos perfis que eu traço pra cada situação, eu penso nos coadjuvantes, no ambiente, até mesmo nos detalhes insignificantes como as cores dos botões do elevador.
E minhas viagens na maionese são tão tradicionais que as vezes eu me forço em pensar em algo só pra me distrair ou dormir e desligar minha mente da realidade enfadonha. Isso é tão legal e frustrante ao mesmo tempo, quer dizer, até parece que isso realmente vai acontecer algum dia.
Há quem diga: não é impossível, basta sonhar. Bitch please, você não é a fada madrinha da cinderela, e sonhos não enchem minha barriga, só fazem encher minha mente de ilusões.
Não estou dizendo que utopias não são benéficas, por que são. Eu acredito em sonhos, e que devemos mantê-los sempre, entretanto, com os pés bem fincados na terra, por que quando você deixa sua mente voar, trazê-la de volta é um tanto difícil.
É aquela velha historia... O que você esperar da vida? Nada, absolutamente nada, o bom da vida é a incerteza. O tudo é você que constrói, começamos como um pote vazio, num lugar desconhecido e dia após dia nos enchendo de moedas de ouro. Até que encontraremos o sentido da vida, num pote de ouro no final do arco-íris. Ou seja, encontrar-se, descobrir quem você é, as coisas boas que fez as ruins também, o sentido, a direção, o fim, o começo... É você. E não importa se não encontrarmos o sentido da vida, ela não precisa fazer sentido, ela precisa ser – e me perdoem pelo clichê altamente redundante – vivida.

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